Caso 2 de Distúrbio Hidroeletrolítico

postado 04/03/2016

CONFIRA O CASO CLÍNICO 2 

DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS

 


Paciente feminina, 50 anos, branca, natural e procedente de Curitiba, divorciada, 3 filhos, auxiliar administrativa.


QP: “ potássio baixo”


HMA: Paciente encaminhada ao ambulatório da nefrologia pela equipe da anestesiologia do HC UFPR. Diagnóstico de hipocalemia há 7 anos ao realizar alguns exames de pré operatório. Negava diarreia crônica, vômitos, uso de diuréticos ou laxantes. Refere que há mais de 10 anos apresenta parestesias em MMSS e face e apresenta taquicardia ocasional.


HMP: Nega HAS, DM, nega uso de qualquer medicação contínua.


CHV: Nega vícios. Relata baixa ingesta hídrica.


HMF: Paciente apresenta 5 irmãos, 1 irmão tem diagnóstico de hipocalemia e já fez episódio grave de fraqueza muscular com necessidade de internamento prolongado, até chegou acompanhar com nefrologista na cidade mas perdeu seguimento, 2 irmãs também foram diagnosticadas com hipocalemia mas nunca tiveram episódios graves de fraqueza muscular. Tanto o irmão como as duas irmãs são filhos dos mesmos pais. A irmã mais velha (filha de outro pai) e a irmã mais nova não tinham diagnóstico de hipocalemia.


RS: sp


Exame físico:


Lucida, corada,


PA=90/50 mmHg (d) (s)    P=FC=88 bpm   afebril


Restante do exame segmentar normal

Exames laboratoriais 17/02/2016
Gasometria venosa pH 7.39
Bic 35.1 mEq/L
Hemograma Hb 13.5g/dL
VG 39.3 %
Leucócitos:  7510 /mm3
Plaquetas: 310.000/ mm3
Cr (mg/dL)
Ur (mg/dL)
0.8
23
K(mEq/L)
Na (mEq/L)
Mg (mg/dL)
P (mg/dL)
2.6
137
1.2
2.9
Ca (mg/dL)
Albumina (mg/dL)
8.3
3.5
PU: pH 7.0
densidade: 1008,
Proteína : ausente
Hemáceas: ausentes
TSH (µUI/L) 1.38

 


 


 

Urina 24h
volume 2900ml
RESULTADOS
Cálcio <2 mg/dL
Sódio 234 mmol
Creatinina 974.4mg
Uréia 12.905g
Potássio 42.34 mmoL
Magnésio 121.8mg
Cloro 2.229mmol
Fósforo 400.2mg
Acido Urico 426.3mg

 


 


Qual o seu diagnóstico, Síndrome de Bartter ou Gitelman?


 


Há outro diagnóstico diferencial entres as duas síndromes?


 


Caso postado pela Dra. Gabriela Lacreta


R4 do Serviço de Nefrologia HC-UFPR


 

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