Confira a resolução do Caso 113 - Síndrome nefrótica e hipocomplementemia em paciente jovem do sexo feminino

postado 21/10/2016

Biópsia renal:


Parênquima renal representado por cortical com oito glomérulos, um dos quais está globalmente fibrosado. Os demais exibem aumento global de celularidade à custa de proliferação mensangial e endocapilar, presença de neutrófilos e células inflamatórias mononucleadas na luz de alças capilares e crescentes celulares difusas. Algumas alças estão espessadas por depósitos sub-endoteliais volumosos, conferindo aspecto de “alça de arame  (“wire loop”). A membrana basal revela projeções em espículas ocasionais e áreas de rupturas. A matriz mesangial está expandida e  há sinéquias frequentes.  O interstício está dissociado por infiltrado inflamatório mononucleado e fibrose. O infiltrado agride focalmente os túbulos, que mostram lesões degenerativas e atróficas difusas.


Os vasos estão dentro da normalidade histológica.


Conclusão:


GLOMERULONEFRITE PROLIFERATIVA DIFUSA COM CRESCENTES CELULARES DIFUSAS (7/8). NEFRITE TUBULO-INTERSTICIAL.


Nota: a  escassez da cortical e o pequeno número de glomérulos presentes na amostra para exame histológico não permitem o uso da Classificação proposta pela RPS/ISN em 2003, mas a interpretação conjunta do quadro histológico, dados clínicos e achados à imunofluorescência  sugere NEFRITE LÚPICA CLASSE IV – G  A/C (lesões proliferativas difusas, globais, com sinais histológicos ativos e crônicos).


Como sinais histológicos de atividade, há hipercelulaidade endocapilar, infiltração leucocitária, “wire loops”, crescentes celulares e inflamação intersticial. São sinais histológicos de cronicidade na biópsia: fibrose glomerular, atrofia tubular e fibrose intersticial.


Fibrose intersticial e infiltrado inflamatório difusos (HE)


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Hipercelularidade cellular: proliferação endocapilar, mesangial e crescente celular (HE)


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Expansão da matrix mesangial e sinéquias(HE)


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