Poluição ambiental e DRC, novos estudos indicam relação de causalidade

postado 08/05/2019

NATURE REVIEW NEPHROLOGY  VOLUME 14 | MAY 2018 | 313


Environmental pollution and kidney diseases


Xin Xu, Sheng Nie, Hanying Ding and Fan Fan Hou


National Clinical Research Center for Kidney Disease, State Key Laboratory of Organ Failure Research, Nanfang Hospital, Southern Medical University, 1838 North Guangzhou Avenue, Guangzhou 510515, China. *e-mail: ffhouguangzhou@163.com


doi:10.1038/nrneph.2018.11 Published online 26 Feb 2018


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29479079


Comentários


A Dra Fan Fan Hou apresentou um estudo no WCN em Melbourne demonstrando que as doenças renais têm como fator causal a poluição do ar.


As glomerulopatias com sindrome nefrótica mais frequentes no nordeste da China são as membranosas (GM). Mostrou dados deste artigo.


As partículas de ar são classificadas em PM.  PM > 2.5 µm aumenta o risco para doença renal.


As partículas PM 2.5 são absorvidas pelo pulmão alterando a estrutura do PLA2R dos pulmões e induzindo auto anticorpos contra PLA2R. Inflamação e estresse oxidativo ocorrerão de forma sistêmica com alteração coagulação e fibrinólise, alterações cardíacas, renais e cerebrais.


Concluiu que ocorre uma variação temporal na epidemiologia da GM. O risco d GM na China nas regiões mais poluídas está associado com o nível de exposição de PM2,5, especialmente nas regiões com níveis maiores de 70 ug/m³. Exposições a PM2.5 aumenta o risco de progressão da doença renal crônica.


 


Abstract | The burden of disease and death attributable to environmental pollution is becoming a public health challenge worldwide, especially in developing countries. The kidney is vulnerable to environmental pollutants because most environmental toxins are concentrated by the kidney during filtration. Given the high mortality and morbidity of kidney disease, environmental risk factors and their effect on kidney disease need to be identified. In this Review, we highlight epidemiological evidence for the association between kidney disease and environmental pollutants, including air pollution, heavy metal pollution and other environmental risk factors. We discuss the potential biological mechanisms that link exposure to environmental pollutants to kidney damage and emphasize the contribution of environmental pollution to kidney disease. Regulatory efforts should be made to control environmental pollution and limit individual exposure to preventable or avoidable environmental risk. Population studies with accurate quantification of environmental exposure in polluted regions, particularly in developing countries, might aid our understanding of the dose–response relationship between pollutants and kidney diseases. Air pollution and kidney disease The Global Burden of Disease Study estimates that 6.4 million deaths in 2015 were attributable to air pollution. Epidemiological and experimental studies have clearly established that air pollution, and particulate matter from both pulmonary and extrapulmonary sources contributes to cardiovascular morbidity and mortality. Particulate matter is generally categorized by its mean aerodynamic diameter as PM10 (particulate)


 


Outro trabalho mencionado que vale ser lido:


Particulate Matter Air Pollution and the Risk of Incident CKD and Progression to ESRD


Benjamin Bowe,1 Yan Xie,1 Tingting Li,1,2 Yan Yan,1,3 Hong Xian,1,4 and Ziyad Al-Aly1,2,5,6 1 J Am Soc Nephrol 29: 218–230, 2018. doi: https://doi.org/10.1681/ASN.2017030253


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28935655


Níveis elevados de material de particulas finas, 2,5 µm em diâmetro aerodinâmico (PM 2,5) estão associados ao aumento do risco de desfechos cardiovasculares e morte, mas sua associação com risco de DRC e DRT é desconhecida. Foi construida uma coorte observacional de 2.482.737 veteranos dos Estados Unidos, e utilizados modelos de sobrevivência para avaliar a associação das concentrações de PM 2.5 e  risco de TFG incidente < 60 ml/min por 1,73 m2, DRC incidente, declínio de TFG > 30% da TFG e IRCT, em um acompanhamento mediano de 8,52 anos. Os achados demonstraram uma associação significativa entre a exposição ao PM 2.5 e o risco de DRC incidente, declínio da TFG e IRCT.

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